domingo, 1 de janeiro de 2012

Texto dedicado a si mesmo (autor do blog), feito por sua namorada Gabriela, com todo amor e carinho desse mundo, o nome é "Rouxinol Azul" como sugestão de título com André Dias. Devidos créditos para Gabriela D. Santos.




Rouxinol azul

Acordara com um lindo canto. Que canto!! Olhara a sacada de minha janela e eis o que estava lá...
Um rouxinol!! Seu canto era abemolado. Havia vários passarinhos que sobrevoavam árvores e beija – flores  que voavam de flor em flor do jardim ( aglomerado  de rosas, begônias e muitas outras),mas aquele em si era único ,se destacava entre os demais ( sem querer desmerecer aos outros pássaros que tem sua importância para aquele jardim). Era como se seu canto entrasse dentro de meu âmago. Pudesse capturar toda sua essência. Era já lindo á cada alvorecer acordar com canto de pássaros,mas adjunção daquele dava a melodia harmônica. Como acordar em um lugar mais isolado de tudo e de todos com extrema calmaria e tranqüilidade.
Já estava me acostumando a escutar este belo cântico todos os dias ao me levantar,mas teve um dia que percebera que não era o mesmo. Era como se faltasse algo. O rouxinol não aparecera mais naquele dia e nem nos mês consecutivos até que um dia quando estava passeando pelo jardim o acabei encontrando no gramado com alguns ferimentos no bico e nas asas.O peguei, fiz curativos em seus ferimentos depois o aproximei de meu peito e alisei  o topo de sua cabeça. Em seguida senti uma brisa  bater em minha face acompanhada de uma voz : “ obrigado!!”. Olhei para os lados procurando saber da onde vinha a voz,mas não achava. Pensei comigo que devia estar imaginando coisas e voltei a minha atenção ao Rouxinol que derrepente dele surge uma luz luminosa. Cubro meus olhos  e os abro novamente pouco tempo depois. Vejo surpresa a minha vista um rapaz. Ele ao me ver diz: “Eu sabia que alguém viria ao meu chamado um dia. Estive aprisionado sob forma de rouxinol por tantos anos que até me esqueci como é ser gente novamente”. O fitei nos olhos. Seus olhos eram de um profundo azul.Era como se eles transmitissem paz.Ele tinha uma energia. Não parava de tagarelar um só segundo. Era entusiástico á cada relato em que contava. Dentre seus relatos contara que antes de ser transformado em Rouxinol pertencia á um pequeno vilarejo. Era ajudante de engraxate.
Se chamava Erwin. Que um dia quando estava na floresta com seus irmãos para procurarem lenha e frutas para levarem para casa.  Teve uma hora  que um de seus irmãos ao estar com muita sede e ao avistar uma fonte d’ água a bebeu. Surgiu em seguida uma moça que ao julgá-la aparentava ser uma camponesa,mas aparências enganam... Era uma bruxa. Tinha mais de 600 anos,mas podia usar feitiço ante envelhecimento assim nunca as pessoas saberiam qual era sua real idade. E ele contara que ao avistá-la lhe perguntou se aquela fonte era dela e se teria problema que o irmão que tenha bebido um pouco dela. Ela nada lhe respondera. Apenas sorrira com um sorriso com um canto da boca. Ele compreendera aquilo como um “não tem problema” a sua pergunta, agradecera e fora andando com os irmãos á caminho de casa,mas foram impedidos por ela. A bruxa os olhou e disse : “Não devo ter dito,mas para tudo tem seu preço. Se bebeu de minha fonte deve pagar ao meu preço”.Erwin perguntou-lhe: “Qual seria ele?” Ela retrucara de volta :  O aprisionarei por anos em forma de Rouxinol”. Erwin ao saber disso disse-lhe : “Não teria como se fosse de outra maneira?”
Bruxa: “Não preço é preço. Terá que ser pagado. A não ser que queira ir no lugar dele ou que o outro que está com vocês é que vá e pague o preço?” Erwin : “Eu vou e meus irmãos ficam fora disso”.Depois ela põe um anel em seu dedo e some com ele ( como uma fumaça em volta de ambos). Chegando a seu castelo ou que sobrara dele ( um castelo que roubara de um rei. Quando já o havia roubado o castelo já apresentava  sinal de inicio de precaridade nas paredes) ela o prende em uma gaiola e lança o feitiço. Ele sobrevivera na gaiola longos anos e conseguira se soltar dela devido o material da grade ter perdido com o tempo a resistência e ao bicá-lo o fazer se arrebentar.
Fora assim que conseguira viver por alguns anos finalmente livremente como um Rouxinol da natureza até que chegasse ao jardim de minha casa. Gostava de conversar com Erwin. Era mesmo um rapaz vivaz. O via sempre. Até que um dia eu me dei conta e acabei me apaixonando por ele. Eu achava que não podia. Que não seria certo. Que como o via como a figura de um irmão que nunca tive seria um absurdo e que de certo deveria ter apenas admiração por ele. Assim sempre descartava a idéia de  poder estar apaixonada por ele. Achava que ele provavelmente me veria como apenas como uma amiga ou no Maximo como uma irmã mais nova,mas não sendo como algo mais. Não se consegue enganar um coração em sintonia. Quando achei que tivesse controle de meus próprios sentimentos  eles me traíram e iam contra meu consenso. Você pode ser alguém de natureza racional como todos,mas nunca vai entender o fugaz coração por completo. Quando acha que o pegou,o compreende ele esta sempre a um passo a frente de você. Acabou que meus sentimentos me entregaram á Erwin e pensei que fosse ter uma recepção que ao meu ver já era esperada,mas foi contraria. Ele de um certo modo também sentia o mesmo. Uma garota do século XIX com um garoto do século XIV?!


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