sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Flor do Deserto



Poesia e Meditação – Minuto de românce

Não há como acreditar que Seres humanos, ou melhor, máquinas do esporte, da paz, da felicidade, e integridade seriam capazes de utilizar algo tão simples e prático para fazer com que seu dia a dia se torne pacífico e tranquilo, suprindo necessidades opostas as técnicas que relativamente usam a dor para encontrar a paz. Grandes lutadores, como Rickson Gracie aderiram a meditação para tranquilizar seu corpo, sua mente e alma, para que a luta seja vitoriosa e seu oponente saia onipotente, sem que mesmo possa derrotá-lo. Esta mesma técnica, fora usada por Mahatma Gandhi, para proliferar a paz, e em seguida repassada para seus seguidores. É incrível, como a manifestação de paz no corpo humano se salienta com tanta intensidade, assim, ao eu usá-la hoje neste exato momento a meditação como “arma” irei poetizar... Como nunca antes!

Flor do Deserto

Pequeno grão de areia, que ro-l-a e entrer-ol-a pelas pedras do Deserto.
Como direi o quanto tu és forte que suporta inúmeras tempestades...
Pequeno grão de areia, jamais encontrarás o óasis no Deserto caso não torne a voar novamente, e com toda tuas forças.
Se joga contra ao vento a caminho do mar...

Ó, pobrezinho...
Grãozinho de areia; sozinho.
Quem tu és sem o resto do montante e as dunas de areia?...
Sei que você vai na direção errada, porém sei que o que vale é o momento.
Você grão, eu às dunas, a tempestade, e o sol que te aquece no inverno... e nas noites geladas.
Continua transpassando o deserto, quando... vi que o grão se tornara flor...
Crescida, já absolves minha mente com memórias de beleza, e recordação...
Pois te tornas, tudo que uma vez quis, aqui, sempre, no meu coração.

Por mais que eu, o vento, a tempestade... construa castelos na areia, jamais iria esperar que nosso amor seja destruído por quem jamais amou.
Flor do deserto, que me possuiu do lado incerto, incerto da dúvida, incerto da traição...
Tu ainda me comoves, por mas que retire meus passos, que assim me envolvem... num bailar de ódio e dor que me deixa desvairado...

Por quê um homem desgosta de uma flor tão delicada, quando mesmo ela lhe trata como um anjo...
Como poderia abominar algo que não me matas e nem é cruel... 
Mas que só me ensina e desdém do mais precioso e gosto mel.
És minha flor, meu desejo, meu ensejo... algo que jamais serei, mas que ao menos, pude obeservar claramente, e aprendi.

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