sábado, 20 de novembro de 2010

Pobre sofredor



Pobre sofredor.

Sou um pobre sofredor.
Confinado na dor.
Repreendido pelo amor.
Supreendido pelo terror.
Arrependido por todo horror.

Horror que consente em total silêncio.
Pelo fado...
Pela perda de teu amor.
Tão sereno, soberbo.

Mas que na rudeza de tuas palavras, você me traí.
Me traí como um bandido..
Como um lobo selvagem, que deseja devorar tuas entranhas.
Sou solitário; perdido; sozinho; refratário.

Amar para ser amado...
E sofrer para ser deixado.
Estando sujeito a novamente ser desejado.
Mas sou o próximo...

O próximo, velho, que ergue seu cajado.
E continua a trilhar sua vida...
Com determinação...

Querer-te porque...
Por que querer-te, sê uma vez já te amei!?

Assim... Lhe deixei.

Sofrendo, sozinho, amargurado e ainda apaixonado.
Sou alma desfigurada.
Transtornada...
Equívocada.

Que sofre, que dói, que sente.
Que reluz...
E que consente.

Consciente...

Sois eu.

Valente... 

Sois eu.

Covarde...

Foi você.

Por não ter me amado.

Própria composição.

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