Os olhos
Por vezes já pensei que os olhos seriam algo profundo, enigmático, ou até mesmo que transpassasse um surrealismo fora do normal. Apenas pude descobrir o contrário, quando olhei diretamente para seus olhos, todo mistério e apreensão haviam cessado, e a integridade do momento tornou-se mais próspera. Querendo estar ao seu lado, pude ver parte de si mesmo, porém, parte de si mesmo transcorria em suas próprias veias, que eram efêmeras a tudo que as rodeava. Seu corpo me enlouquecia, mas sua pele é que me realçava. Era tão esbranquiçada como a mais polida nuvem, de uma cor inalcançável, que só mesmo pelo seu pincel tingia lindamente em tons de azul e vermelho. A reciprocidade de nossos sentimentos refletia na candura e ingenuidade de nossas almas, ora trazendo fé, ora trazendo paz... Sempre num movimento quase que semí contínuo que bambeava entre nossos corações e nosso leve espírito que flutuava num paraíso sem fim, como a estrela que era longínqua de acordo com a gravidade dos astros ao seu redor. Aqueles olhos eram os mais belos que já vi em minha vida, que dentro da mesma mulher, faziam agir num impulso frenético, e o nome desse impulso, era nada mais, nada menos do que: AMOR.
Faço esta poesia para a dona dos olhos esbeltos, que conquista meu coração, que possuí minha alma, e que tira do meu espírito uma de várias emoções, que às vezes me fazem agir por impulso, mas que nunca elas, ousaram sair de minha boca, a não ser por estas palavras:
Seus olhos são poesia, suas mãos são nostalgia
Seus dedos me instigam, me fazem agir como um falso bandido
Quiseras estar na sua mente, para sempre; como se fosse passar um momento em câmera lenta bem derrepente
Envolver-me num feitiço como um sibilante afrodisíaco
Sentir-me poderoso, para ao seu lado prezar de todo gozo
Apreciar um sentimento que seja gostoso, como ai de olhar nos seus olhos e possa assim refletir algo majestoso
Pudera ter-te em meu mar, para que uma só sereia quisera me deter, numa prisão eterna, sem baderna, que aos olhos de seu navegante, em seu navio, não queira acender aos seus pavios, pois destes canhões não mais saem artilharia, que só de rosas eles se amontoam com tão loucos desvarios
Mas, seus galpões onde guardam tesouros estão vazios.
Por que galpões vazios estão?
Ah, sorria, pois a tenho numa solene menção:
“beleza tamanha, de que de tão bela rosa se derrama. Minhapreciosa és tu?”
Vazios estão, pois há de amor serem preenchidos...
Todo ano, vazios estão...
Pois neles, existe uma constante troca de tesouros, sempre se amontoam, sempre estão amontoados, mais tesouros, dezenas deles!
Porém, barco assim nunca se naufraga...
Que em todas as tempestades caí algo precioso, e... o gracioso capitão não vê falta em tirar os tesouros...
E, eu, sutil capitão, continuo pensando na sereia, mas não vejo nenhuma exatidão em querer comprá-la, mesmo que tenha todos os valore do mundo em dólar, euro, ou real, ou ouro.
Pois amor assim não se compra, cada vez se renova, sejam em tempestades ou não...
Que grandes olhos assim, não desejam a ser uma miragem, nem muito menos uma visão
Pois em seus belos olhos então, és assim uma bela esposa, - pois não? -
A esposa que desejo viver minha vida, que desejo compartilhar sonhos... Que desejo, poder estar ao meu lado, daqui, até a eternidade.
isso também é pra você, meu amor:
O homem é a mais elevada das criaturas. A mulher o mais sublime dos ideais.
Deus fez para o homem um trono, para a mulher um altar.
O trono exalta; o altar santifica.
O homem é o cérebro; a mulher o coração.
O cérebro produz luz; o coração o amor.
A luz fecunda. O amor ressuscita.
O homem é um gênio; a mulher um anjo.
O gênio é imensurável; o anjo indefinível.
A aspiração do homem é a suprema glória; a aspiração da mulher a virtude extrema. A glória traduz grandeza; a virtude traduz divindade.
O homem tem a supremacia; a mulher a preferência. A supremacia representa força; a preferência o direito.
O homem é forte pela razão; a mulher invencível pela lágrima. A razão convence; a lágrima comove.
O homem é capaz de todos os heroísmos; a mulher de todos os martírios. O heroísmo enobrece; o martírio sublima.
O homem é o código; a mulher o evangelho. O código corrige; o evangelho aperfeiçoa.
O homem é um templo; a mulher um sacrário. Ante o templo, nós nos descobrimos; ante o sacrário, ajoelhamo-nos.
O homem pensa; a mulher sonha. Pensar é ter cérebro; sonhar é ter na fronte uma auréola.
O homem é um oceano; a mulher um lago. O oceano tem pérola que o embeleza; o lago tem a poesia que o deslumbra.
O homem é uma águia que voa; a mulher um rouxinol que canta. Voar é dominar os espaços; cantar é conquistar a alma.
O homem tem um farol: a consciência. A mulher tem uma estrela: a esperança. O farol guia e a esperança salva.
Enfim, o homem está colocado onde termina a terra. A mulher onde começa o Céu.
Victor Hugo
Por vezes já pensei que os olhos seriam algo profundo, enigmático, ou até mesmo que transpassasse um surrealismo fora do normal. Apenas pude descobrir o contrário, quando olhei diretamente para seus olhos, todo mistério e apreensão haviam cessado, e a integridade do momento tornou-se mais próspera. Querendo estar ao seu lado, pude ver parte de si mesmo, porém, parte de si mesmo transcorria em suas próprias veias, que eram efêmeras a tudo que as rodeava. Seu corpo me enlouquecia, mas sua pele é que me realçava. Era tão esbranquiçada como a mais polida nuvem, de uma cor inalcançável, que só mesmo pelo seu pincel tingia lindamente em tons de azul e vermelho. A reciprocidade de nossos sentimentos refletia na candura e ingenuidade de nossas almas, ora trazendo fé, ora trazendo paz... Sempre num movimento quase que semí contínuo que bambeava entre nossos corações e nosso leve espírito que flutuava num paraíso sem fim, como a estrela que era longínqua de acordo com a gravidade dos astros ao seu redor. Aqueles olhos eram os mais belos que já vi em minha vida, que dentro da mesma mulher, faziam agir num impulso frenético, e o nome desse impulso, era nada mais, nada menos do que: AMOR.
Faço esta poesia para a dona dos olhos esbeltos, que conquista meu coração, que possuí minha alma, e que tira do meu espírito uma de várias emoções, que às vezes me fazem agir por impulso, mas que nunca elas, ousaram sair de minha boca, a não ser por estas palavras:
Seus olhos são poesia, suas mãos são nostalgia
Seus dedos me instigam, me fazem agir como um falso bandido
Quiseras estar na sua mente, para sempre; como se fosse passar um momento em câmera lenta bem derrepente
Envolver-me num feitiço como um sibilante afrodisíaco
Sentir-me poderoso, para ao seu lado prezar de todo gozo
Apreciar um sentimento que seja gostoso, como ai de olhar nos seus olhos e possa assim refletir algo majestoso
Pudera ter-te em meu mar, para que uma só sereia quisera me deter, numa prisão eterna, sem baderna, que aos olhos de seu navegante, em seu navio, não queira acender aos seus pavios, pois destes canhões não mais saem artilharia, que só de rosas eles se amontoam com tão loucos desvarios
Mas, seus galpões onde guardam tesouros estão vazios.
Por que galpões vazios estão?
Ah, sorria, pois a tenho numa solene menção:
“beleza tamanha, de que de tão bela rosa se derrama. Minhapreciosa és tu?”
Vazios estão, pois há de amor serem preenchidos...
Todo ano, vazios estão...
Pois neles, existe uma constante troca de tesouros, sempre se amontoam, sempre estão amontoados, mais tesouros, dezenas deles!
Porém, barco assim nunca se naufraga...
Que em todas as tempestades caí algo precioso, e... o gracioso capitão não vê falta em tirar os tesouros...
E, eu, sutil capitão, continuo pensando na sereia, mas não vejo nenhuma exatidão em querer comprá-la, mesmo que tenha todos os valore do mundo em dólar, euro, ou real, ou ouro.
Pois amor assim não se compra, cada vez se renova, sejam em tempestades ou não...
Que grandes olhos assim, não desejam a ser uma miragem, nem muito menos uma visão
Pois em seus belos olhos então, és assim uma bela esposa, - pois não? -
A esposa que desejo viver minha vida, que desejo compartilhar sonhos... Que desejo, poder estar ao meu lado, daqui, até a eternidade.
isso também é pra você, meu amor:
O homem é a mais elevada das criaturas. A mulher o mais sublime dos ideais.
Deus fez para o homem um trono, para a mulher um altar.
O trono exalta; o altar santifica.
O homem é o cérebro; a mulher o coração.
O cérebro produz luz; o coração o amor.
A luz fecunda. O amor ressuscita.
O homem é um gênio; a mulher um anjo.
O gênio é imensurável; o anjo indefinível.
A aspiração do homem é a suprema glória; a aspiração da mulher a virtude extrema. A glória traduz grandeza; a virtude traduz divindade.
O homem tem a supremacia; a mulher a preferência. A supremacia representa força; a preferência o direito.
O homem é forte pela razão; a mulher invencível pela lágrima. A razão convence; a lágrima comove.
O homem é capaz de todos os heroísmos; a mulher de todos os martírios. O heroísmo enobrece; o martírio sublima.
O homem é o código; a mulher o evangelho. O código corrige; o evangelho aperfeiçoa.
O homem é um templo; a mulher um sacrário. Ante o templo, nós nos descobrimos; ante o sacrário, ajoelhamo-nos.
O homem pensa; a mulher sonha. Pensar é ter cérebro; sonhar é ter na fronte uma auréola.
O homem é um oceano; a mulher um lago. O oceano tem pérola que o embeleza; o lago tem a poesia que o deslumbra.
O homem é uma águia que voa; a mulher um rouxinol que canta. Voar é dominar os espaços; cantar é conquistar a alma.
O homem tem um farol: a consciência. A mulher tem uma estrela: a esperança. O farol guia e a esperança salva.
Enfim, o homem está colocado onde termina a terra. A mulher onde começa o Céu.
Victor Hugo

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