segunda-feira, 26 de julho de 2010

Contos Literários - "A Balada do Louco"



Conto




Quinta-feira 09 de Junho de 2010
Poesia e obra de: André Dias.

Balada do Louco

A solidão...

Pobre homem que sorri,por dentro e choras por fora...

Um canto de amor, desvia seus pensamentos...

E,lá a mulher que amava não mas estava...

Era dominado pela escuridão, e o fascínio que causara-lhe a dor de seus tão recíprocos sofrimentos..

Lembranças vinham em sua mente,tal como histórias se foram tão de repente.

Meu chão,minha lua, minha formação de várias poesias e canções...

Você se fora, o lado esquerdo do meu peito não mais batia aceleradamente - Tal como quando encontrava-me de seu lado..

Memórias surgiam, pouco à pouco...

Me esquecia mesmo até,de minha sanidade mental...Sentia que estava ficando louco...louco,por não tê-la.

Sei que há um lugar em mim, aonde há alegria de viver...

Mas, estou perdido nas rédeas do amor..enquanto,não afrouxá-las..não estarei respirando.
Solitário, e na amargura de minhas próprias dores...Tento ouvir meu coração, na ilusão de tantos clamores...

Volte,volte,volte...
Necessito de você!,será que não pôde perceber?

Tolo fui eu...

Tolo,por não amá-la o suficiente.

E,achar que nada poderia existir além de nosso arco-iris.

Triste..

Algo que não compreendo..

É como posso estar a sós, não entendendo à si mesmo.

Ouvia meu coração,crendo que aquela poderia ser a única saída..

E a voz murmura:

Vá longe, e busque-a..por mais distante que esteja...

"O amor não mede distâncias, mede quanto você irá querer e desejá-la”


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Islândia e Irlanda - Europa


Capítulo I
Da Irlanda para a Holanda

O louco sentado em um barril enlameado,pensava alto para a lua, o quanto seus "cachorros de Vênus" já estavam crescidos,e suas traças já carcomiam o tecido rasgado de suas roupas. O louco, que já de tão perplexo pelos seus inúmeros borbulhares na sua garrafa que lhe cedia a cada gota de álcool insalubre, só mesmo delimitava-se aquele pobre homem a suas amarguras, de uma vida que já pode ter e quis ostentar. Lágrimas mil,por lembrar o cheiro de perfume de polpas de gardênias de sua amada em suas mãos,quando elas,agora,se mantém repletas de graxa e de poeira. Haveria assim sol,ou tudo se acabaria em um crepúsculo que esvazia e envaidece?. Um louco que já se destemeu a rumar por fortes tempestades, mas que nunca feriu seu orgulho por querer uma vez desistir. O mesmo barril e o mesmo rum na garrafa de sempre, consumiam aquela alma vazia, que um dia amou uma mulher, e fora feliz com toda garantia,que agora, não se passa de um farrapo de gente;inanimado,hostil, e inconsolável, com seu coração encoberto de fúria, por cada pedestre que passava em sua frente, ele diz que alguém tirara sua felicidade, de uma vez por todas. Na fé de cada acender de cigarro...inconsequente era,a sua bela espera,por 15 longos anos ele, o louco,persevera.

Nas suas nuances inocentes, quase prestes a se suicidar,pensa duas vezes, três,toma seu rum e mastiga o seu pão(dado anteriormente por uma senhora, que via os ratos comendo-o e sujeitou a que ele fosse mastigado por alguém que mesmo o desejasse), homem arredio,rebelde,seguia o louco com sua garrafa de rum sendo envolta por um saco encardido de pães, na erma alameda, vinha um estranho que lhe perguntava:

Estranho - O que o senhor faz aqui tão tarde da noite?

O louco já sonolento e insolente ainda embriagado pelo último gole de rum, responde ao estranho soluçando:

Louco - Irc,irc. Estou a tomar umas e sair por ai, e o senhor o que faz ?

Responde o estranho com ternura:

Estranho - Bem senhor, estou a procurar por uma pessoa com o nome de Edgard P. W. James.

Louco - Sou e-e-eu!.Responde o louco eufórico com a notícia.

O estranho, indignado...se impressiona.

Estranho - Você!?, mas me disseram que seria o capitão de um dos melhores navios de toda a Irlanda!, você está sujo,abandonado, e fedendo a excremento de ratos e pombos!

O louco(agora marinheiro),responde:

Sim Senhor! Sou eu! tome minha carta de recomendação escrita pelo lorde Holandês Petterhauff VI, se não se importa senhor, gostaria de saber o seu nome?

O estranho,comovido com a carta que dizia mesmo que o "louco" era a pessoa que ele procurava, exita em tomar providências, pelo nosso já não tão louco marinheiro:

-Monsieur Edgard,minhas desculpas,mas seu estado físico e mental levou com que eu achasse que seria um mendigo ou catador de papelões,meu nome é Britgham sou secretário do presidente da França,recebi o comunicado que um de nossos capitães de navio houvera se perdido faz já 15 anos, e o governo irá dar-lhe abrigo e comida por uma semana, até que se recupere e volte ao mar.

Edgard balança a cabeça e aceita o combinado com certeza.

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Aposento Marroquino - Sátira.

Capítulo II
A chegada nos aposentos

Ao chegar em seus humildes aposentos,Edgard se depara com um senhor de idade, pelo qual ele não reconhecia. Era a quem deveria repartir seu quarto, e ele daria a toda assistência para que tudo se mantivesse nos conformes, apesar da uma semana que Edgard passaria pela sua nova casa. Entretanto, Edgard nota que seu quarto não tem fogão nem nenhum lugar para aquecer algum de seus alimentos, reclama com o senhor de idade:

Edgard:

-Senhor?, não vejo alimentos na casa, nem muito menos lugares para esquentá-los, o que houve com eles?

Senhor de idade:

-Meu bom homem, já te demos o lugar aonde deve caçar o peixe, agora deve buscá-lo e trazê-lo para nós.

Edgard:

-Mas como o senhor diz?, quer me dizer que devo “caçar” para que tenha tudo novamente,sendo que passei mais de 15 anos comendo ratos, baratas, e grilos?.

Senhor de idade:

-Justamente, meu bom homem, como deve ter vivenciado por si só, nada é conseguido com facilidade.

Edgard:

-Certo,mas como irei comprar algo se não me deram dinheiro e a carteira que antes eu tinha, foi roubada por assaltantes?

Senhor de idade:

-Simples Edgard,primeiro encontrará seu emprego, depois trará o dinheiro para casa, para vermos se mesmo está se esforçando por pelo menos 9 hrs. de serviço com remuneração bem paga, vi em sua carta de recomendação que fora também cirurgião, já é uma boa tentativa para poder recomeçar.

Edgard:

-Perfeitamente senhor. Só não compreendo como a minha carta de recomendação chegou a suas mãos, estou bem vestido, e agora tenho o que quero, porque desejaria saber o tão quanto sou recomendado a nível profissional?

Senhor de idade:

-Um bom detalhista, pode notar a qualquer detalhe para que ele seja revisado para outros planos. Estou só aqui mesmo, é para aconselhá-lo.



Edgard:

Aconselhar-me?!,estou à 15 anos vivendo entre crimes, balbúrdias, e violência, e quer ainda aconselhar-me?

Senhor de idade:

Sim, senhor.

O senhor de idade saí pela porta da frente,sem dar mais satisfações a Edgard; Edgard, começa a procurar pelo seu emprego de cirurgião pelas ruas da cidade, após o senhor ter saído.


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Capítulo III
Um novo emprego

Edgard, em sua incansável busca por emprego, consegue um simples a que lhe dá 25 euros por hora de trabalho. Ao encontrar com seu novo chefe,Edgard sonha além de suas próprias perspectivas.

Cirurgião Chefe:

-Caro Edgard, estará prestes a trabalhar todo este tempo, com eficiência e excelência sem decepcionar seus pacientes?

Edgard:

-Claro, senhor.

Cirurgião Chefe:

-O que pensa em fazer quando sair daqui?

Edgard:

-Bem,primeiro gostaria de reunir minha família que não vejo a anos, e tenho certeza que estariam preocupados, ou ao menos minha mulher, poderia estar em minha casa que criei meus dois filhos em São Petersburgo, na Rússia. Sempre fui bastante detalhista, e gosto de flores,de camélias, damas da noite, queria ter meu próprio jardim para que o cultivasse e ficasse para gerações futuras com toda sua formosura, e não poderia me esquecer de levar meu navio o Broadside Irish, para um museu.

Cirurgião Chefe:

-Hmmm...interessante Edgard, você é mesmo um sonhador,geralmente os que aceitam este emprego dizem que preferem se esbaldar em festas, e gastar todo seu salário em inutilidades.

Edgard:

É senhor, sou diferente.

Cirurgião Chefe:

-É mesmo.

Edgard começa a realizar seus serviços como cirurgião,trabalha por 9 horas e ganha 225 euros, no final do dia.

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Banquete Tradicional

Capítulo IV
Finalmente comida decente!

Edgard chega a sua humilde casa,cedida pelo governo, e traz comida e bebidas que não via há décadas. Aproveita também e compra dois barbeadores,um para ele,e o outro, por generosidade ao senhor de idade. Conversam os dois:

Senhor de idade:

-Meu filho!, obrigado pelos barbeadores e pela comida,Deus seja louvado por sua gratidão!.


Edgard:

Eu que agradeço,Senhor. É a primeira vez que vejo ervilhas, e frango assado a minha frente depois de 15 anos!.

Senhor de idade:

-Então, o que esta esperando para abrir os pacotes?

Edgard:

-É pra já, estou mesmo com fome!

Edgard e o senhor de idade se deliciam com os alimentos, e vão dormir tranquilamente até que o sol se punha pela manhã.

Capítulo V
O Natal,a fome,o frio, e a prisão.

Holanda, 25 de dezembro de 1976,natal.

Uma época para se comemorar, comerciantes de lojas, e carrocinhas de algodão doce estavam abertas cedo nas ruas,decoradas com sinos, e símbolos religiosos, era bem cedo quando Edgard, sem sua folga ,fora ao seu trabalho para que conseguisse mais alguns trocados, e que assim, convencesse seu chefe a dar-lhe uma promoção depois de mais de 67 caras sorridentes no dentista que saíram de seu escritório somente em 3 dias. Só que,ao caminhar, Edgard encontrou-se com um oficial de polícia, que diz que ele roubara um banco(Um banco tinha sido assaltado ao lado, e às descrições da vítima[O próprio assaltante] batiam com as de Edgard.). Edgard,ao chegar na delegacia de polícia, pede melhores esclarecimentos ao que acontecera ao delegado:

Edgard:

-Sr. Delegado, por quê estou preso, e o que fiz para estar aqui?

Delegado:

-De acordo com as descrições de nossa vítima, você foi incriminado por ter roubado um banco.

Edgard:

-Como roubaria um banco se estava a mais de 2 km do banco que o senhor diz que "eu" assaltei?,houve um engano!

Delegado:

-Senhor, ajo por provas. E a prova que temos, é que esteve perto do banco no momento em que foi roubado. Ficará preso por três meses, até que vejam sua sentença, e revisem as provas e os fatos criminais que poderiam mesmo dar início a uma investigação.

Edgard:

-Por Deus!,sou inocente!.Três meses é muito tempo!, sou cirurgião, não ganho tanto assim!,como pagarei a fiança?

Delegado:

-Isso não é resolvido conosco senhor. Me desculpe.

Edgard:

-Ok,cumprirei a pena, mesmo sendo inocente. Porém , caso eu seja inocentado,desejo ser recompensado.

Delegado:
-Recompensado?! (riem os oficiais perto do delegado,sentados na cadeira de pés para cima das fichas criminais);ok,senhor, caso seja um erro, faremos isso para você. Não mantenha a esperança, é o que lhe recomendo.

Edgard:

-Tudo bem,senhor. Manterei minha fé, é o suficiente.

O delegado tranca Edgard na cela de 3 por 4 metros de diâmetro, e 5 por 4 de comprimento. Edgard, pensativo. Tenta bolar algo para que saia da prisão antes da pena,mesmo sabendo que as autoridades holandesas não deixam por fora um detalhe se quer.

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Eternidade


Capítulo VI
Três meses,três dias,qual diferença?

Edgard cumpre sua pena, e recebe sua recompensa, que seria visitar um de seus amigos,em uma casa encontrada acima de um bar,que tinha o nome de "garganta do diabo"( reconhecida por suas doses fortes de tequila ). O amigo de Edgard Don Bosco, era um comerciante rico, que havia se aposentado por ter um recentemente câncer de próstata. Na sala,Don Bosco acende um charuto e a lareira, para que se mantenham os dois aquecidos do inverno,que de tão rigoroso deixava as janelas quase que quebradiças. Edgard, procura saber com Don Bosco quando sairia o próximo navio, para que ele pudesse navegar e pegar seu leme, para que o direcionasse a São Petersburgo,local aonde sua amada estaria...

Don Bosco:

-O próximo navio qual eu soube com meus informantes, sairá às 14:30 de domingo no porto de Roterdão na Holanda do Sul,poderá pegar este papéis,para que passe pelos guardas do deck, sem se preocupar em entrar na embarcação sendo revistado,lhe darei uma faca caso seja surpreendido por piratas no Atlântico, e depois, pare na Islândia para reabastecer o navio, da Noruega pegará um táxi até a Suécia, da Suécia irá para a Finlândia parando para um breve café em tampere,e de tampere direcione-se de avião com seus agora 1.000 euros para Helsinque, até finalmente chegar a São Petersburgo. Desejo-lhe uma boa viagem.

Edgard:

-Não sei como agradecê-lo bom amigo,espero que nos vejamos brevemente.

Don Bosco:

-Nos veremos Edgard, nos veremos.

Edgard:

Ótimo, farei já meus preparativos.

Mal sabia Edgard, que Don Bosco era um dos espiões mais procurados pela federação Russa,França,e a máfia Italiana.

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Jornal de Artes, na obra " Four Saints in Three Acts"


Capítulo VII
A Viagem contra o tempo

Edgard faz suas malas, juntando o pouco que pôde comprar com suas horas de serviço, e sua promoção de 145 euros, mais o que sobrou de seu salário ao passar na prisão,exatamente 234 euros. Edgard chega no porto de Roterdão, enquanto usa os papéis para dar-los aos guardas no deck, só que, é surpreendido pelo capitão do navio, que afirma que ele não poderia direcioná-lo ao Atlântico, pois havia uma forte tempestade se aproximando e o navio não teria condições de passar, Edgard e o capitão do navio vão ao refeitório e conversam sobre como poderiam fazer para que chegassem ao Atlântico com segurança:

Capitão:

-Caro Edgard, recebi a informação de um amigo seu que deveria cruzar o Atlântico somente em dois meses, e de que deveria tomar o leme, com sua anterior experiência como capitão na Irlanda, o problema é como fará isso se só temos um tripulação com 25 marinheiros, e isto é um navio mercante.

Edgard:

-Nobre capitão,perdoe a má educação, em não me apresentar, meu nome é Edgard P. W. James, um dos capitães mais destemidos dos sete mares, já ajudei a guarda costeira a realizar serviços de caça a corsários e piratas sanguinários,e também, já ultrapassei por tempestades de granizo, de vento, e meu navio o Broadside Irish já suportou Tsunamis, e até inigualáveis crises de fome em alto mar por meus marinheiros. Não tenho medo de nada, depois de tudo que já se passou por 15 anos, a única coisa que tenho medo é de nunca mais uma vez encontrar, quem eu amo. Não me venha de nenhuma forma dizer, que cruzar o Atlântico somente em dois meses é impossível, zomba de mim, enquanto o Sr. fala sobre isto.

Capitão:

-Não seja tolo Edgard, quando disse que não seríamos capazes de dirigir o navio até seu destino, não falávamos sobre você. Me desculpe, Edgard,mas está sozinho nesta.

Edgard:

-Sozinho?, mas...como?

Edgard, agora pensa em uma alternativa para que siga a viagem com a certeza de que poderá cruzar o Atlântico com tranquilidade, e com uma tripulação. Quase desistindo, pensa em ligar para alguns amigos irlandeses, para tomar um grogue, como já de tradição, e forma sua tripulação, pagando os marinheiros com o que ganhará na volta da viagem, trabalhando em São Petersburgo. Edgard pega o leme, daí um velho marinheiro vem contatá-lo sobre um detalhe importante no navio:

Velho marinheiro:

-Senhor, permita-me comunicá-lo sobre um de nossos homens.
Edgard:

Sim claro, fale, meu bom homem.

Velho marinheiro:

-Senhor, um de nossos homens está com problema para respirar, penso que ele esteja com tonteiras e precise de água doce. O que fazemos?

Edgard:

Veio aqui só para me dizer que um dos meus homens, está com sede?, vem me perturbar por uma bobeira destas?!. Dê água ao homem e siga a noroeste a 15 nós até que chegue ao Atlântico e vá até a Islândia para reabastecer o navio, de lá eu tomarei meu rumo a sós sem apoio de meus marinheiros,irei pagá-los cada um por uma carta,que pegarei o endereço de um por um,para enviá-las.

Velho marinheiro:

Sim, capitão, farei isso. Prometo não mas incomodá-lo.

O velho marinheiro, saí do dormitório de Edgard, encostando a porta por fora. Edgard, estuda por algumas cartas náuticas, para que coordene sua viagem até que chegue em Reijakvík na Islândia. E ao dar início a viagem, finalmente, pega o “seu” navio até que chegue ao Oceano Atlântico.
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Veleiro Cruzando o Atlântico

Capítulo VIII
Avante ao Atlântico!
    Edgard, chega na metade do Atlântico com seus marinheiros, que de muito prestativos se mostraram em toda viagem. Era noite do dia 28 de Dezembro de 1976, estava frio, às 23:00 com a temperatura de - 7 Cº abaixo de zero, Edgard suava de frio quando via em sua TV que se aproximava uma tempestade( como já o velho marinheiro na Holanda tinha o avisado ), que poderia comprometer totalmente seu navio por toda sua proporção e os ventos estarem muitos fortes, e a maré aumentando. Edgard,dá uma guinada de 70 nós para sudoeste, e vira a ponta do navio para que ele não passe portos dos corais e rochedos, cujo o vento os levava. Pensava o quanto esta sua viagem seria complicada, e que não teria forma alguma de voltar atrás agora. Um dos marinheiros de cima do mastro, avista terra firme,na Islândia, aportando no Porto de Reykjavík. Lá reabastecem seu navio, e vão para a Noruega na cidade de Bergen. Em bergen, Edgard impressiona-se com um rosto que lhe é comum, pergunta ao estranho:
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Projeto Infantil Escolar, "Recordar".


Capítulo VIIII
Tempo de relembrar

Edgard:

-Senhor, venha cá!.Posso saber seu nome?

Estranho com rosto conhecido:

-Olá,marinheiro. Meu nome é Conde Blacke.

Edgard:

-Conde Blacke?!,aquele a que conheci na Sicília no Templo de Concórdia em Agrigento?. Que quase salvou minha vida, e por um fio acabou entrando em frente a bala de um dos meus piores inimigos?!.

Conde Blacke:

-MEU DEUS!.Que mundo pequeno, é você Edgard?.Como está bem rapaz, o que tem feito?

Edgard:

-Ah meu amigo, é uma grande história, lhe convido a uma bebida num bar a que você conheça, estou meio perdido aqui na Islândia, se puder, será um prazer reviver os velhos tempos.

Conde Blacke:

-Mas é claro Edgard, conheço um bar daqui que serve uma boa sopa quente e um ótimo rum, misturado com gim como você gosta!,de lá poderemos conversar.

Edgard:

-Nos encontramos aqui mesmo no porto de Reyjakvík, e você me leva até o bar hoje à noite as 20:00 hrs.

Conde Blacke:

-Combinado aventureiro!

20:00 hrs. da noite,Blacke se encontra com Edgard para conversar, e reviver os bons tempos que passaram na Sicília quando batalharam juntos no Pacífico.

Blacke:

-Então,Edgard...ainda somos estranhos em uma ilha, me lembro o quanto éramos tolos e acreditávamos em sereias quando mas jovens, lá com nossos 18 anos. Você me contava das histórias de piratas que se pai lhe dizia, enquanto eu às escutava sempre com meu vaso de alabastro,que dizia eu ser inquebrável, até que um dia descobri que ele não era tão resistente quando era jogado em rochedos(haha), como era ótimo aquela época...


Edgard:

-É mesmo companheiro, bons tempos que passamos juntos. Nem me fale daquele seu vaso de alabastro, até hoje não entendo o porque de tê-lo jogado nas pedras,se era uma herança de família.

Blacke:

Bem,Edgard. Como sabe,tenho uma prima que é racista, este vaso foi dado a ela como presente de casamento, e ela me odiava, o que fiz, foi só um despertar de fúria enquanto a “cobra” que permanecia pelas minhas costas, jogá-lo as pedras aliviou minha parte quanto a ela.

Edgard:

-Vá entender, mexer como este homem é tentar cair na areia movediça quando nem mesmo ela quer se mover!, ou seja, primeiro meta-se comigo e contate-o depois...ah, Blacke, como é bom vê-lo outra vez,aliás, lhe farei uma proposta, aceita?

Blacke:

Claro,tudo pelos velhos tempos.

Edgard:

Será assim:

Iremos da Noruega até a Suécia, e da Suécia até a Finlândia em tampere, e de tampere para Helsinque chegando em São Petersburgo,aonde minha amada está.

Blacke:

-Amada?, fala daquela belezura que encontrou na Varsóvia?, o nome dela mesmo... era Rita Belamar?

Edgard:

-Positivo!, aquela mesmo!.Chame alguns de seus amigos se quiser, irei terminar meu rum, e iremos navegar.

Blacke:

-Sim,Capitão!

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Bergen - Suíça


Capítulo X
A dura chegada a cidade de Bergen

Depois de o navio mercante emprestado por Don Bosco para Edgard, ter enfrentado uma um ciclone entre as ilhas faroe(Dinamarca) e as ilhas Shetland(Mar do Norte), sobram alguns destroços do navio, e Blacke, Edgard e mais 7 marinheiros da tripulação de 19, sobrevivem. Edgard, e Blacke chegam a remo no porto de bergen, cidade a que estavam seus moradores totalmente calamidados por lepra e doenças venéreas como a Aids e gonorreia. O motivo ainda não sabia-se ao certo, mas talvez seja pelo crescimento super demasiado da cidade, que originou um nível supremo de pobreza e delinquência. Edgard e Blacke - assustados, conversam com um morador rural das proximidades do porto, para que lhe esclareçam algumas dúvidas.

Edgard e Blacke:

-Olá, fazendeiro!. Meu nome é Edgard, e o meu é Blacke ( Fala Blacke ao lado de Edgard ), gostaríamos de saber o que anda acontecendo nesta cidade a que seus moradores tem estado tão estranhos, poderíamos?

Fazendeiro:

-Mas é claro, marinheiros!; aqui em bergen houve a tempos atrás , um surto de epidemias, e uma grande influência da burguesia que consumia o nosso produtos interno, deixando-nos sem mais nada para poder consumir, nossas fazendas deixaram de dar um boa colheita, e urubus começaram a rodeá-la pelo alto nível de mortes na cidade. Foram 4 anos de tragédias, e atualmente estamos nos recompondo pouco a pouco para que nossos campos voltem a florescer, e nossas lavouras tenham verduras e continuem produzindo alimentos.

Edgard e Blacke:

-Interessante Blacke, esta situação se nivela bastante com a peste negra na Europa( sussurra Blacke no ouvido de Edgard, que continua a prosear com o fazendeiro ); bem, caro senhor fazendeiro...é mesmo uma história impressionante, só nos diga uma coisa: Aonde conseguimos um transporte para trilhar a Suécia?

Fazendeiro:

-Senhores,o próximo trem para Gotemburgo só sairá na terça(30/12/76),às 17:00. Deverão estar na estação mais cedo, para que não peguem os policiais que estão dispostos prender qualquer estranho sem passaporte.

Edgard e Blacke:

-Policiais!?..argh...como se não fosse o bastante para nós. Se lembra Blacke,quando estávamos em uma encruzilhada, cercados de militantes do exército?.Responde Blacke: Claro,Edgard!.Como poderia esquecer-me quando tivemos que pegar na corda de um balão desconhecido, só mesmo para afugentá-los...pura sorte!
Fazendeiro:

-Marinheiros,recomendo que fiquem num hotel encima de um bar famoso na região, é muito bom, e barato, fica na rua das flores,n° 657.

Edgard e Blacke:

-Grato pela hospitalidade fazendeiro, nos hospedaremos no hotel até terça de manhã até que pegaremos o trem.

Edgard e Blacke se hospedam no hotel, gratos com o serviço excelente do mesmo, dormem lá por uma noite e saem para caçar alguns peixes no lago,na manhã de domingo...quando se encontram com mademoiselle de Pierdero, aproveitam também para usar seu charme:

Blacke e Edgard:

-O que tão bela mademoiselle faz aqui tão cedo( Pergunta Blacke, com um tom galante )

Mademoiselle de Pierdero:

-Oui cavalheiros,estou aqui só mesmo para aproveitar este tão belo nascer do sol, e encontrei-os por coincidência.

Blacke e Edgard:
-Senhorita, notei que tem um pouco de sotaque escoses, és de alguma cidade da Escócia.

Mademoiselle de Pierdero:

Não senhor, sou Ucraniana de Kiev.

Blacke e Edgard:

-Hmmm...precinto que deve conhecer meu amigo Brietivch?( Pergunta Blacke ).

Mademoiselle de Pierdero:

-Receio que sim, marinheiros. O conheci em kharkov, na verdade. Muito boa pessoa, pena que me desejava morta.

Blacke e Edgard:

-Lhe desejava morta?!

Mademoiselle de Pierdero:

-Sim,senhor. Ao Brietivch, se contatar com seu amigo Don Bosco, obteve relações estrangeiras com a companhia de espionagem nos Eua,que pode enviar um pedido de emancipação a mim, para que saísse do país,somente por ter cometido uma banalidade.
Blacke e Edgard:

-Que tipo de banalidade foi essa?

Mademoiselle de Pierdero:

-A que me levou a bergen, esta cidade nojenta que esta comprometida a ratos e urubus. Menti para o chanceler sobre uma carta de um tal de Edgard P. W. James, para que ele abandonasse seu cargo de marinheiro por 15 anos e defenestrasse nas ruas da Holanda, passando desapercebido. A carta, libertaria Edgard e o livraria de ficar nas ruas por tanto tempo, só que, infelizmente, fui forçada a que não mostrasse a integridade da carta.

Blacke e Edgard:

-Por quem foi forçada para que não mostrasse a carta?

Mademoiselle de Pierdero:

-Seu nome era RITA BELAMAR.

(Edgard fala no pé do ouvido de Blacke):

-Blacke...isso não é possível, essa mulher só pode estar louca,como a minha Rita poderia fazer uma coisa dessas?,devemos investigar mais o que aconteceu. Faça você,me esqueça por um tempo, estarei olhando o lago discretamente.

Blacke continua a conversar com Mademoiselle de Pierdero..

Blacke:

-Mademoiselle,o que me diz é muito importante, esta ciente disso não está?

Mademoiselle de Pierdero:

-Sim,senhor. Estou...

Blacke:

-Certo... Contou isso a mais alguém?

Mademoiselle de Pierdero:

-Não, aventureiro...

Blacke cria um nome fictício a Edgard para que Mademoiselle de Pierdero não o reconheça, chama-o de “Marvin”( como o das estórias em quadrinhos).

Blacke:

Iremos com esta senhorita até Gotemburgo Marvin, de lá iremos para tempere, finalmente chegando à Moscou( Evidentemente,Mademoiselle de Pierdero saberia que Rita mora em São Petersburgo, daí Blacke inventa para que a confunda, outra vez... )
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Tampere - Finlândia
Capítulo XI
O quê, aonde, é mesmo tampere Blacke!

Acompanhados com Mademoiselle de Pierdero,Edgard( ou apelidado ficticiosamente como : “Marvin” ) , e Blacke segue pelo trem de bergen até tampere. Em tampere, Edgard recorda-se de uma face conhecida a qual se lembrou na Holanda,quando ele estava bêbado e em uma das alamedas( sim, é o empregado do governo do início ). Blacke, entretém Mademoiselle de Pierdero enquanto o empregado do governo e Edgard conversam:

Empregado do governo:

-Faz tempo que não o vejo,Edgard, como se sente depois de tantas ressacas?

Edgard:

-Engraçadinho...se esta aqui para fazer com que eu perca meu tempo, dê o fora.

Empregado do governo:

-Não, não estou aqui para gastar de seu tempo Edgard, só estou mesmo para avisá-lo,que de hoje em diante deve tomar mais cuidado aonde pisa.
Edgard sem saber o que fazer, vai direto ao bar com Blacke e Mademoiselle de Pierdero,(todos) dormem no bar por até quarta,quanto de manhã acordam, e finalmente pegam um avião de um velho amigo de Blacke, até São Petersburgo.
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Capela Islâmica/ Muçulmana em  São Petersburgo
Capítulo XII
Aqui,ali, em São Petersburgo

Mademoiselle de Pierdero, os devia explicações, e também a amada de Edgard Rita Belamar. Ao chegar na casa de Rita, nada humilde, com três carros na garagem em uma piscina termal,com seguranças e cães de guarda. Edgard, ao finalmente revê-la depois de tantos anos,Rita quase que não o reconhece, só mesmo o reconhece pelo seu velho hábito quando tinham enquanto namoravam, que era o de coçar seu nariz de cima para baixo quando irritado com algo. Rita conversa com Edgard nos fundos da casa, e Blacke tenta convencer Mademoiselle de Pierdero a se abrir.

Edgard:

-Rita...meu amor, quantos anos já se passaram...ouvi falar que alguma carta fora mandada para que eu pare de navegar por 15 anos...assim joguei-me as ruas...

Rita gagueja:

-Ed-d-d-gard...sim, a quantos anos mesmo...pareceram séculos,isto a qui sem você é diferente...

Edgard:

-Imagino, mas me diga: como conseguiu todo este dinheiro para comprar a mansão?

Rita:

-Simples amore mio( Usando um charme cigano, não de sua praxe ), contabilizei alguns imóveis até que conseguisse todos os seus juros por fora...

Edgard:

-”Por fora”?...não precisava roubá-los, se assim consegue viver sua vida, por que valeria a pena ter a conhecido à 16 anos atrás?

Rita:

-Com você, amor, pude encontrar meu eu desconhecido, não me foi nada mas do que um cigarro a ser aceso por um maçarico.

Edgard:

-Cigarros fedem, e são só mesmo utilizados para quem sabe usar deste vício com sabedoria, prefiro charutos de Cuba. Uma senhorita deseja falar com você Rita, irei chamá-la;

Edgard chama pela Mademoiselle de Pierdero, e Blacke leva-a até os fundos, aonde Rita e Edgard estão. Mademoiselle de Pierdero ao ver Rita se surpreende.


Mademoiselle de Pierdero:

-Sua cadela insana!, como ousa se apresentar desta forma!?, nos encontramos em Munique quando planejou a minha morte!?, ainda me ameaçando por eu ter uma carta importantíssima que poderia salvar a vida de um MARINHEIRO?!

Rita:

-Não irei me rebaixar a plebe. Aquela carta que lhe enviaram só foi uma mera conspiração, escrita por `fantochezinhos´.

Mademoiselle de Pierdero:

-Uma conspiração com a letra do próprio governador?.Você não me engana,aloprada...

Edgard tenta com que Mademoiselle de Pierdero e Rita mantenham a calma, é arranhado por Rita,até que Edgard diz seu nome verdadeiro a Mademoiselle de Pierdero.

Edgard:

-Parem,parem às duas!. Mademoiselle de Pierdero, por favor senhorita, meu nome é Edgard P. W. James, o homem da carta,sou humilde, nasci de família pobre, porém nunca desisti.

Mademoiselle de Pierdero:

-Edgard?...Hmmm...temos aqui um dos maiores capitães de que já ouvi falar em minha vida toda, até mesmo em contos que meu pai dizia...muito prazer Edgard.

Rita aproveita a brecha que é deixada quando Edgard e Mademoiselle de Pierdero conversavam, e segue de carro ate a enseada, pegando uma de suas caravelas.

Edgard:

-Blacke, Mademoiselle de Pierdero, fiquem tranquilos que ela nunca mais irá voltar.

Blacke:

-Certeza?

Edgard:

-Absoluta.

Edgard:
    - Mademoiselle de Pierdero,convido você para que jante aqui nesta “minha” nova agora mansão. Arrecadarei fundos o suficiente para sustentá-la, agora com meu novo navio Broadside Irish II!; Felizes, os aventureiros, jantam à noite, e festejam até toda madrugada. E Edgard ,tem seu tão sonhado jardim de flores.  ___________________
Jardim de Flores






























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