segunda-feira, 26 de julho de 2010

Floresta de Palha - Poesia


                                   Floresta de Palha

Ó!, pobres retirantes que vagam sem pudor por tuas cordilheiras, nadando em seus lagos, e sobrepondo tuas relvas de tão longe graciosas.Por que, um dia tu estais em minha mão, toda emanada de sangue e desgraça, que de tanta labuta me dastes cruéis lástimas, vindas pelo fogo, e sutilmente sendo apagadas pela água?...
Não há porque, nem por onde, nem por quando estarás de volta ao meu aconchego. Tudo o que senti, que tive em minhas próprias mãos...fora desolado pela fúria do fogo, e amenizado pela mansidão da água...
Ermas florestas de palha,que dentro de si concentram o silêncio de mais de mil campos de milho, que desairam numa imensidão de tranquilidade, e um encontro, que jamais será encontrado por si só ao seu percorrer. O som dos sábias se repercute sobre o frio congelante das colinas. Enquanto duas belas criaturas de sexo opostos,tendem a não se contrariar pela firmeza dos seus pés no chão, que levemente levam-os a lua. Sem mas optar pela razão que prescinde em seus próprios sonhos. - O que te fazes voar Cinderela?,- Serão tuas asas, ou teu encanto que se envolta da magia de tão poderosos feitiços de magos?

Nas esquinas, nos mares e nas construções.Vejo-a como se fosse ontem,num paraíso repleto de guarnições e aperitivos com uma música de arrepiar cabelos, you are for me girl,by Beatlles com "Good Nigth"?!.Desejo eu nunca dizer boa noite,pois pudera vê-la assim todos os dias, quando mantenho-me acordado.Naquela floresta de palha, que mais conhecida não poderia ser por nós, não só mais no sonho,ela torna-se uma intrínseca realidade,composta de paz e de sentimento. Que a fim de ludibriar a nossa própria plenitude,acaba-se finalmente na névoa,que um dia teve vales veris com borboletas azuis,se mantêm agora, cheia de esperança. O tempo,de tão passante no vagar, estende-se de lembranças, que fazem-nos mais jovens. Cantamos conhecidas canções, e dedilho Dust In The Wind no meu antigo violão, que vibra de tão sentimental,tornando-se um violino de acordes monumentais, que poderia cativar até o mais tolo dos músicos. Sentado na pedra, vendo o reflexo dos lagos,e conversando com minha Cinderela,posso dizer que um dia já amei sem limites.

"Estar ao seu lado não é querer fazer o possível,pois ao seu lado posso senti-la, mas não escutá-la por dentro";permaneço assim na braveza de seus olhos,que um dia já estiveram tão sensíveis a ponto de notar, a doçura de um homem. Um homem,que um dia amou-a.

André C. B. Dias.


24/05/2010

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