segunda-feira, 26 de julho de 2010

Rosas no outono - Poesia


                                             Rosas no Outono

Ao teu lado descansava;suspirando, pegando do teu ar...

Asfixiava-a lentamente como um cão perdigueiro em caçada pela sua presa..

Ás folhas caiam das árvores ardilosamente,até chegarem ao chão..

Nosso amor, é algo imprescindível...E, a agonia de nossa paixão,era inconstante e sofrível...

Vivia em paz na solidão, até que por ironia fiz cruzar o seu caminho com o meu..

Não mesmo eu sabia como seria esquecê-la desde que à conheci, mesmo sabendo que meu futuro só era mesmo um pressentimento...

Em um jardim de flores ,foquei meus olhos na rosa mais distante, e descobri que nela havia a beleza mais instigante.

Não sei dizer que te amo por um instante,sempre quero mais e mais,tal como um fascínio obstante.

Arrisco do que é proibido, e amo-te quando nossos pais já descansavam...

Um amor proibido,e um 'assédio' esquecido..

A leveza dos ventos, que bate em seu rosto ao encostar no topo das Montanhas..

E nas entranhas do nosso cobertor, acendo uma luz de lanterna, e brincávamos de "pique-e-pega"..

Você não me dá uma trégua,sempre me pegastes...

E,para sempre jurarei estar contigo..Até mesmo nas piores horas..

Jornais,fotografias,lembranças que são relembradas até hoje...

Desprezo ás asas que tu me dastes, até quando fui ao céu e conheci ao inferno

Cartas de amor,com sua letra rabiscada em um papel machê...

Seus perfumes, o teu cheiro..Tudo que me absolve, e me impede de seguir enfrente.

Queria que tu,fosse como ás rosas;lindas por fora e sem o mínimo conteúdo pôr dentro.

Talvez assim,eu pudesse reservar um tempo para minhas lágrimas,e tu para teus anseios..

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